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Ex-presidente peruano é preso em caso envolvendo Odebrecht

16 Julio 2017

Um juiz peruano decretou nesta quinta-feira (13/07) a prisão preventiva do ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa, Nadine Heredia, investigados sob suspeita de terem recebido milhões de dólares da Odebrecht em propina. Segundo ele, os elementos de provas apresentados pelo promotor Germán Juárez permitem presumir que "Heredia e Humala tinham recebido dinheiro da Venezuela e do Brasil, e que com um alto grau de probabilidade, colocaram a quantia nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011 simulando contribuições fantasmas”". Segundo informações do Ministério Público do Peru na terça-feira, o juiz convocou uma audiência que será realizada na quarta-feira, às 10h (12h de Brasília).

Humala e sua mulher deixaram a residência da família no distrito de Surco, depois de ouvirem a decisão do juiz, e se dirigiram em um comboio acompanhados por seus militantes e pela polícia. A prisão preventiva evitará que o casal dificulte a coleta de provas.

O ex-presidente reagiu à decisão da Justiça. O mesmo juiz já havia ordenado a prisão de um outro ex-presidente peruano, Alejandro Toledo, por acusações semelhantes. De acordo com o empresário, entre 2005 e 2014, foram 'transferidos' cerca de 29 milhões de dólares para os bolsos dos três Presidentes que governaram o Peru durante esse período.

Humala e Nadine são acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ainda assim, fizeram questão de demonstrar que seguir os passos de Toledo nunca foi algo que passou pelas suas cabeças, e na quinta-feira à noite (madrugada de sexta-feira em Portugal continental) abandonaram a sua casa, em Lima, e entregaram-se à justiça, num gesto de cooperação com as autoridades.

A construtora teria doado ao casal US$ 3 milhões (R$ 9,6 milhões) para a campanha eleitoral de 2011, quando Humala assumiu a presidência do Peru e na qual permaneceu até 2016.

O jornalista peruano Gustavo Gorriti, especializado em desvios de verbas e representante no Peru das investigações sobre operação brasileira Lava Jato e os Panamá Papers, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a Procuradoria peruana não tem agido da melhor forma. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional na história".

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